quarta-feira, 25 de junho de 2014
Corpo em decomposição é encontrado em residência na Vila Barbosa
Raul Soares (MG) - Nessa segnda-feira (23), moradores da Av. Leopoldina, na Vila Barbosa, acionaram a Polícia Militar, informando que havia um mau cheiro vindo de uma casa de dois pavimentos.
Diante do fato, e também considerando que o aposentado Ricardo de Paula Dias, 49 anos, não ter sido visto nos últimos dias, os policiais entraram na residência, onde encontraram já em estado de decomposição, o corpo do referido morador.
Ele estava caído no banheiro, próximo ao vaso sanitário. Como não havia sinais de arrombamento nem de agressão, a morte pode ter sido por causa natural.
O corpo foi liberado para imediato sepultamento.
Com informações da TV Visão Alternativa
segunda-feira, 23 de junho de 2014
RAULZÃO 2014 de Futebol conhece seus primeiros finalistas!
| Estádio Santana |
| Arbitragem do aspirante: Cravinho, Elivandro e Gringo |
Já valendo pelo amador em uma partida emocionante, o time do América Futebol Clube de Vermelho Velho venceu
a equipe da Associação dos Cupertinos de Vermelho Novo por 2 a 1. O
árbitro do jogo foi Jefferson, sendo auxiliado por Cleber e Adilson.
No próximo dia (29) de junho, será
realizada a segunda partida da fase semifinal entre as equipes do
Flamengo dos Bolelhos (Córregos do Botelhos) e Canadá (Santana do
Tabuleiro) valendo por ambas categorias (aspirante e amador). O torneio
contou com 19 equipes esse ano, e teve uma sensacional média de publico por jogo.
O Secretário de
Esporte e Lazer Professor Marco Antonio Cândido (Markim Knibal),
juntamente com os membros do Conselho Municipal do Esporte, agradece ao
apoio da prefeitura de Raul Soares através do Prefeito Célio Nesce pelo
total apoio a esse grande evento esportivo e que tem nessa gestão priorizado
a prática esportiva, porque sabe o quanto o esporte transforma as
pessoas. Temos percebido o entusiasmo da organização desse campeonato,
dos técnicos das equipes, dos jogadores e até mesmo das pessoas que saem
de suas casas para prestigiar os jogos. O
apoio da prefeitura é fundamental para o incentivo dos atletas e para a
volta das grandes competições e eventos esportivos em nossa cidade.
![]() |
| Jonas "América F.C", Célio Nesce Prefeito de Raul Soares, Manoel Ass. dos Cupertinos e Markim Secretário de Esporte e Lazer de Raul Soares |
![]() |
fonte: http://raulefisoaress.blogspot.com.br/
Polícia Militar retira vadios da Praça do Jardim Velho
Operação da Polícia Militar no centro de Raul Soares com a finalidade de combater crimes contra o patrimônio e contra os costumes termina com um preso pela prática de ato obsceno.
Diante do clamor da sociedade raul-soarense, nessa quinta-feira (19), a Polícia Militar de Raul Soares desencadeou uma operação no centro da cidade a fim de monitorar e abordar aqueles usuários de bebidas alcoólicas que constantemente vêm sendo alvo de denúncias, por ocuparem e fazerem mau uso das praças públicas da cidade.
As testemunhas arroladas confirmaram que o autor L.M, 30 anos, urinou ali mesmo na Praça onde estava reunido com outros bêbados, exibindo seu órgão genital, ignorando a presença de mulheres e crianças que passavam pelo local.
O autor foi preso em flagrante pela prática de ato obsceno e conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Caratinga.
Embora sejam feitas orientações de que a Polícia Militar está disponível para intervir nos fatos flagrantes classificados como crime ou contravenção penal, os usuários ordeiros dos logradouros públicos do município não estão acionando a Polícia Militar para agir nos casos flagrantes tais como: perturbação da tranquilidade; perturbação do sossego; perturbação do trabalho; extorsão; tentativas de furtos; atos obscenos (por exemplo: urinar em plena praça pública na presença de pessoas ordeiras que a frequentam), dentre outros.
Fora dos casos em flagrante, a ação da Polícia Militar é meramente a de abordar e orientar aqueles que são constantemente denunciados, respeitando a priori o seu livre direito de ir e vir. Ou seja, não adianta acionar a Polícia dias depois da ocorrência do fato. Sabemos que o caso é sério, mas o problema não típico e unicamente de Polícia.
Além da orientação à população e a comerciantes locais, fica também a orientação da Polícia Militar aos fiscais municipais que a Polícia Militar dará total apoio ao Poder de Fiscalização Municipal nos casos onde haja ocupações de logradouros públicos por mendigos, andarilhos ou pessoas pré-dispostas a vadiagem, em que, tais ocupações extrapolem o livre direito de ir e vir e venha prejudicar a coletividade.
Com informações do Tenente Christófori Júnior – Comandante do Pelotão da PM de Raul Soares
Campeonato Mineiro Regional da Zona da Mata de Karate
A Academia de Karate Ken Bu Kai, com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do município segue firme no objetivo de elevar cada vez mais o nome de Raul Soares no esporte. No que diz respeito ao karate, o município vem sendo bem representado. Hoje, a academia já tem atleta representado o município na Seleção Mineira de Karate, que disputará a 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro no próximo dia 4 de julho.
Parabéns ao Professor Claudio e ao Secretario de Esportes de Raul Soares Marco Antônio Cândido pelo belíssimo trabalho que ambos vêm realizando nesta cidade.
fonte: blog Raul EFI Soares, com informações da Academia Ken Bu Kai
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Moto Clube Canários do Asfalto comemora 10 anos de existência
Raul Soares (MG) - O Moto Clube Canários do Asfalto
de Raul Soares realizará no dia 2 de agosto de 2014, na Praça da
Cultura, Centro da cidade, uma festa em comemoração aos seus 10 anos de
existência.
O evento contará com a apresentação de bandas de rock e a presença de motociclistas de vários estados.
Nesses dez anos, os integrantes do Moto Clube Canários do Asfalto têm levado o nome da cidade de Raul Soares a várias partes do Brasil. Já realizaram quatro eventos marcantes nesta cidade e, além disso, o grupo está sempre dedicado às obras sociais, pois o Moto Clube é, também, uma entidade filantrópica.
Participe!
fonte:http://pascoalonline.blogspot.com.br/
O evento contará com a apresentação de bandas de rock e a presença de motociclistas de vários estados.
Nesses dez anos, os integrantes do Moto Clube Canários do Asfalto têm levado o nome da cidade de Raul Soares a várias partes do Brasil. Já realizaram quatro eventos marcantes nesta cidade e, além disso, o grupo está sempre dedicado às obras sociais, pois o Moto Clube é, também, uma entidade filantrópica.
Participe!
fonte:http://pascoalonline.blogspot.com.br/
Costa Rica bate Itália e tira a Inglaterra
Recife - Era uma vez, um grupo da morte. Onde a Costa
Rica era a única seleção não campeã mundial. A zebra, sendo mais direto.
Seleção dada, antes do início da Copa do Mundo, como o “pato morto” do
Grupo D - que tinham Itália, Inglaterra e Uruguai como francos
favoritas. Duas rodadas depois, a história mudou. O panorama é
completamente diferente. Embalados pelo “Sí, se puede!” (sim, é
possível!) da torcida, os Ticos garantiram a classificação antecipada às
oitavas de finais ao vencer a seleção tetracampeã mundial, a Itália, na
tarde desta sexta-feira, na Arena Pernambuco, por 1 a 0. Gol de Bryan
Ruiz. Antes, já haviam batido o Uruguai por 3 a 1.
Com o estádio repleto de animados costarriquenhos, os atletas ganharam
um gás extra. Ignoraram o calor das 13h e correram como se estivessem na
sombra. Venceram a Itália na bola e na raça, digna de Copa do Mundo. É a
segunda vez na história que os costarriquenhos passam da primeira fase -
a primeira e única havia sido em 1990. A Costa Rica sequer havia
participado da última Copa. Com a vitória sobre os italianos, os Ticos
não só garantiram a classificação antecipada com seis pontos como também
assumiram a liderança do Grupo D e ainda eliminaram a Inglaterra.
Itália e Uruguai, cada uma com três pontos, irão se enfrentar na última rodada pela segunda vaga - na Arena das Dunas, na próxima terça-feira. Já os centro-americanos precisarão de um empate com a já eliminada Inglaterra, no Mineirão, para garantirem a liderança. Vale salientar que o líder desse grupo retorna à Arena Pernambuco nas oitavas de finais.
O jogo
Nem mesmo o calor intenso do Recife conseguiu evitar um primeiro tempo bastante movimentado. A Costa Rica, mais bem postada em campo e marcando a saída de bola do adversário, foi melhor desde os primeiros minutos. A Azzurra, porém, era mais perigosa. Em dois passes geniais de Pirlo, Balotelli perdeu duas chances incríveis aos 29 e 32 minutos.
Com a torcida em maior número na arquibancada e mais barulhenta, os Ticos tinham maior domínio do jogo. Chegou perto do gol com Bolãnos, aos 35. Buffon fez grande defesa. Aos 42, o lance mais polêmico da partida. Chiellini errou passe, Campbell se aproveitou e partiu em direção ao gol. Barzagli, atrasado, tentou cortar a investida e derrubou o costarriquenho na área. Pênalti não marcado que revoltou os centro-americanos.
Mas não por muito tempo. Dois minutos depois, Díaz lançou para Ruiz na segunda trave. O camisa 10 testou firme e abriu o placar. Embora a bola tenha nitidamente cruzado a linha, como ela bateu dentro do gol e saiu, o lance teve que ser confirmado com o uso da tecnologia. Com justiça, a Costa Rica terminaria a primeira etapa na frente.
Itália e Uruguai, cada uma com três pontos, irão se enfrentar na última rodada pela segunda vaga - na Arena das Dunas, na próxima terça-feira. Já os centro-americanos precisarão de um empate com a já eliminada Inglaterra, no Mineirão, para garantirem a liderança. Vale salientar que o líder desse grupo retorna à Arena Pernambuco nas oitavas de finais.
O jogo
Nem mesmo o calor intenso do Recife conseguiu evitar um primeiro tempo bastante movimentado. A Costa Rica, mais bem postada em campo e marcando a saída de bola do adversário, foi melhor desde os primeiros minutos. A Azzurra, porém, era mais perigosa. Em dois passes geniais de Pirlo, Balotelli perdeu duas chances incríveis aos 29 e 32 minutos.
Com a torcida em maior número na arquibancada e mais barulhenta, os Ticos tinham maior domínio do jogo. Chegou perto do gol com Bolãnos, aos 35. Buffon fez grande defesa. Aos 42, o lance mais polêmico da partida. Chiellini errou passe, Campbell se aproveitou e partiu em direção ao gol. Barzagli, atrasado, tentou cortar a investida e derrubou o costarriquenho na área. Pênalti não marcado que revoltou os centro-americanos.
Mas não por muito tempo. Dois minutos depois, Díaz lançou para Ruiz na segunda trave. O camisa 10 testou firme e abriu o placar. Embora a bola tenha nitidamente cruzado a linha, como ela bateu dentro do gol e saiu, o lance teve que ser confirmado com o uso da tecnologia. Com justiça, a Costa Rica terminaria a primeira etapa na frente.
Segundo tempo
A itália naturalmente saiu mais para o jogo no segundo tempo, aproveitando que o calor amenizou. A entrada de Cassano no lugar de Thiago Motta mostrava uma disposição maior para o ataque. Mas a Itália continuava com uma dificuldade enorme na criação, já que a Costa Rica fazia uma marcação impecável. Pirlo, como havia descrito o técnico costarriquenho, Jorge Luís Pinto, no dia anterior, o cérebro da equipe, foi seguido de perto. Embora genial, ele pouco pôde contribuir na etapa final.
A Costa Rica jogou com inteligência, além de uma raça louvável, digna de Copa do Mundo. Não deixava a Itália pensar o jogo e ainda se armava muito bem para os contra-ataques. Campbell se posicionava à frente para receber os lançamentos que, quase sempre, saíam dos pés do habilidoso meia Bolaños. Mas não era só isso. Os constarriquenhos também mostraram um bom toque de bola, chegando a envolver o adversário e levando a torcida ao delírio, com gritos de "olé!".
No final do jogo, os gritos já eram outros. "Sí, se puede!" (Sim, nós podemos). A torcida costarriquenha viu a história ser escrita na Arena Pernambuco. E comemorou muito, vibrando a cada carrinho, cada bola dividida que os jogadores da sua seleção ganhavam em campo. Se houve um fator decisivo em campo, ele foi a raça apresentada pela Costa Rica. Um resultado justo. Sim, eles puderam.
A itália naturalmente saiu mais para o jogo no segundo tempo, aproveitando que o calor amenizou. A entrada de Cassano no lugar de Thiago Motta mostrava uma disposição maior para o ataque. Mas a Itália continuava com uma dificuldade enorme na criação, já que a Costa Rica fazia uma marcação impecável. Pirlo, como havia descrito o técnico costarriquenho, Jorge Luís Pinto, no dia anterior, o cérebro da equipe, foi seguido de perto. Embora genial, ele pouco pôde contribuir na etapa final.
A Costa Rica jogou com inteligência, além de uma raça louvável, digna de Copa do Mundo. Não deixava a Itália pensar o jogo e ainda se armava muito bem para os contra-ataques. Campbell se posicionava à frente para receber os lançamentos que, quase sempre, saíam dos pés do habilidoso meia Bolaños. Mas não era só isso. Os constarriquenhos também mostraram um bom toque de bola, chegando a envolver o adversário e levando a torcida ao delírio, com gritos de "olé!".
No final do jogo, os gritos já eram outros. "Sí, se puede!" (Sim, nós podemos). A torcida costarriquenha viu a história ser escrita na Arena Pernambuco. E comemorou muito, vibrando a cada carrinho, cada bola dividida que os jogadores da sua seleção ganhavam em campo. Se houve um fator decisivo em campo, ele foi a raça apresentada pela Costa Rica. Um resultado justo. Sim, eles puderam.
Ficha do jogo
Itália 0
Buffon, Darmian, Barzagli, Chiellini e Abate; De Rossi, Thiago Motta (Cassano), Marchisio (Cerci), Candreva (Insigne) e Pirlo; Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.
Costa Rica 1
Navas, Umana, Duarte, González; Gamboa, Tejeda (Cubero); Celso Borges, Bolaños, Junior Díaz, Bryan Ruiz (Brenes) e Campbell (Urena). Técnico: Jorge Luís Pinto
Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Enrique Osses (Chile). Assistentes: Carlos Astroza (Chile) e Sergio Roman (Chile) Gol: Brian Ruiz (aos 44’ do 1ºT). Cartões amarelos: Balotelli (ITA) e Cubero (CRC). Público: 40.285. Renda: não divulgada.
Itália 0
Buffon, Darmian, Barzagli, Chiellini e Abate; De Rossi, Thiago Motta (Cassano), Marchisio (Cerci), Candreva (Insigne) e Pirlo; Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.
Costa Rica 1
Navas, Umana, Duarte, González; Gamboa, Tejeda (Cubero); Celso Borges, Bolaños, Junior Díaz, Bryan Ruiz (Brenes) e Campbell (Urena). Técnico: Jorge Luís Pinto
Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Enrique Osses (Chile). Assistentes: Carlos Astroza (Chile) e Sergio Roman (Chile) Gol: Brian Ruiz (aos 44’ do 1ºT). Cartões amarelos: Balotelli (ITA) e Cubero (CRC). Público: 40.285. Renda: não divulgada.
fonte: superesportes
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Brasil 0×0 México: Uma atuação da Seleção para se esquecer, mas também para Felipão acordar
A CRÔNICA
Não havia mais o peso da estreia. A desculpa do nervosismo da primeira partida já não valia. A Seleção podia não ter a totalidade nas arquibancadas do Castelão, mas era maioria. Também enfrentava o México, um adversário tecnicamente mais fraco que a Croácia. Tudo favorável para uma vitória tranquila e a classificação praticamente garantida para as oitavas de final, certo? Não, porque o Brasil não se ajudou. O triunfo até poderia ter saído, mas não foi assim. Uma atuação sofrível, no qual o 0 a 0 representa bem a pobreza de espírito do time de Luiz Felipe Scolari.
Guillermo Ochoa, o goleiro mexicano, foi com sobras o melhor em campo. Fruto de chances esparsas que o Brasil teve e que o camisa 13 salvou brilhantemente. Ainda assim, a Seleção esteve longe do bom futebol. E não precisava nem ser uma exibição encantadora. Os brasileiros sequer estiveram próximos da eficiência demonstrada nos tempos de Copa das Confederações. O time, definitivamente, não funcionou. Precisa de mudanças urgentes. Precisa que Felipão se livre um pouco de seus dogmas, certezas e intocáveis.
Diante da lesão de Hulk, o técnico escalou a equipe com Ramires na meia direita. Eficiente para fechar o perigoso lado esquerdo do México, potencializado por Layún e Guardado. Ofensivamente, porém, o Brasil foi inoperante. Oscar foi deslocado para a ponta esquerda e, embora ajudasse sem a bola, não produzia nada com ela. Da mesma forma, Neymar tentava e não tinha companhia. Fred se movimentava mais do que na estreia, mas não conseguia dar sequência a uma jogada sequer. E havia um enorme latifúndio entre defesa e ataque, com a seleção brasileira pouco compacta, sem movimentação para triangulações e trocas de passes.
O México foi melhor durante o primeiro tempo. Melhor porque tinha mais objetividade. A dupla de zaga se mantinha perfeita, intransponível, especialmente Thiago Silva. Já Luiz Gustavo era um leão na cabeça de área, se desdobrando para cobrir os espaços deixados por Daniel Alves e Paulinho. Isso impedia as chegadas mexicanas com mais perigo. Sustos apenas em chutes de longe, nas subidas dos meias Guardado e Herrera ou dos laterais Aguilar e Layún. Sorte é que a pontaria não estava tão calibrada. E, mesmo assim, Júlio César estava sempre bem posicionado.
A cabeçada de Neymar, defendida de maneira espetacular por Ochoa, foi a grande chance do Brasil no primeiro tempo. Uma bola cruzada, eventual, que deu certo. Não havia ligação no meio-campo, bola trabalhada entre os jogadores do setor. Para piorar, Felipão queimou uma substituição no intervalo. Tirou Ramires ao invés de Paulinho, que já não vinha funcionando. Colocou Bernard, que permaneceu isolado na ponta por quase todo o tempo em que se manteve em campo.
Definitivamente, o técnico brasileiro foi muito mal nas alterações. Trocou seis por meia dúzia com Fred por Jô, já que a bola não chegava ao centroavante. Também tentou dar sangue novo com Willian, na vaga de Oscar, quando já era muito tarde. Os únicos lampejos vinham nos chuveirinhos, insistentemente tentados. E, quando eles davam certo, Ochoa estava lá para salvar. Mesmo Neymar, quando chamava a responsabilidade, não conseguia dar sequência em suas jogadas. Tanto pela boa marcação dos mexicanos quanto pela falta de movimentação de seus companheiros de ataque.
O México diminuiu seu ímpeto no segundo tempo, é verdade, mas mesmo assim Thiago Silva, David Luiz e Luiz Gustavo precisaram continuar se desdobrando para manter o placar zerado. Foram os que se salvaram na atuação sofrível. Ao menos, nada de vaias no Castelão. A torcida, que pareceu se abater com o time, talvez tenha achado que nem disso o time era digno. O som mais ouvido era o dos mexicanos, pelo bom resultado para as pretensões de seu time.
Não é pelo empate que a classificação do Brasil está ameaçada. A tendência é que a Seleção consiga vencer Camarões, o adversário mais fraco da chave, e mesmo um empate já garantiria o time nas oitavas. O que está ameaçada mesmo é a vida longa dos brasileiros na Copa do Mundo que disputam em casa. O futebol pouco criativo não causou a derrota contra os mexicanos, mas certamente seria fatal diante de um adversário mais forte. Felipão precisa mexer no time. E de uma forma muito mais eficiente do que fez nesta terça. Repensar as funções de Fred e Paulinho, o posicionamento de Oscar e Neymar, a cobertura dos laterais. As lições de casa que precisa tomar nos próximos dias.
Ficha técnica: Brasil 0×0 México
Brasil
Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho; Ramires (Bernard, intervalo), Neymar e Oscar (Willian, 38’/2T); Fred (Jô, 22’/2T). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
México
Guillermo Ochoa, Paul Aguilar, Francisco Rodríguez, Rafael Márquez, Héctor Moreno e Miguel Layún; José Juan Vázquez, Héctor Herrera (Marco Fabián, 31’/2T) e Andrés Guardado; Giovani dos Santos (Raúl Jiménez , 38’/2T) e Oribe Peralta (Chicharito Hernández, 29’/2T). Técnico: Miguel Herrera.
Local: Castelão, em Fortaleza
Árbitro: Cüneyt Çakir (TUR)
Gols: Nenhum
Cartões amarelos: Ramires e Thiago Silva (Brasil); Paul Aguilar e José Juan Vázquez (México)
Cartões vermelhos: Nenhum
Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho; Ramires (Bernard, intervalo), Neymar e Oscar (Willian, 38’/2T); Fred (Jô, 22’/2T). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Guillermo Ochoa, Paul Aguilar, Francisco Rodríguez, Rafael Márquez, Héctor Moreno e Miguel Layún; José Juan Vázquez, Héctor Herrera (Marco Fabián, 31’/2T) e Andrés Guardado; Giovani dos Santos (Raúl Jiménez , 38’/2T) e Oribe Peralta (Chicharito Hernández, 29’/2T). Técnico: Miguel Herrera.
Árbitro: Cüneyt Çakir (TUR)
Gols: Nenhum
Cartões amarelos: Ramires e Thiago Silva (Brasil); Paul Aguilar e José Juan Vázquez (México)
Cartões vermelhos: Nenhum
O CARA
Guillermo Ochoa. O goleiro do México pode não ser muito regular, mas sabe ser espetacular. E foi demais no Castelão. Esteve muito seguro nas bolas aéreas e preciso nas saídas do gol. Sobretudo, demonstrou toda a sua elasticidade e os seus reflexos para espalmar a cabeçada de Neymar no primeiro tempo. Uma das defesas mais belas da Copa. No final, ainda estava no lugar correto para pegar a cabeçada à queima-roupa de Thiago Silva.
OS GOLS
Infelizmente não deu.
A TÁTICA
Sem Hulk, Felipão apostou em Ramires e manteve o seu 4-2-3-1. O volante foi importante pelo lado direito do campo, fechando as subidas de Guardado e Layún e dando mais proteção a Daniel Alves – em conjunto com Luiz Gustavo, que também trabalhava por ali. Em compensação, a opção de posicionar Oscar pelo lado esquerdo e Neymar centralizado não mostrou resultados. Já o México manteve o time da vitória sobre Camarões, composto no 5-3-2. A força da formação de Miguel Herrera foi as subidas pelas laterais, especialmente com Héctor Herrera pela direita, que ajudava bastante no equilíbrio do time.
O NÚMERO
22
Foram 22 passes certos de Paulinho durante os 90 minutos. Nenhum dos jogadores de linha que permaneceram em campo durante o jogo todo acertaram menos passes. Representa bastante a inoperância do volante, que em teoria deveria ser um dos principais responsáveis pela saída de bola. Além disso, seu aproveitamento no fundamento foi de 79%, superior apenas ao de Júlio César e a dos dois centroavantes. Foi uma alma vagando pelo campo, sem ajudar nem com a bola e muito menos sem ela.
fonte:http://trivela.uol.com.br/
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